Saúde

Pressão alta: O que fazer para controlar?

Por 5 de junho de 2019 Nenhum comentário

Sem tratamento, a pressão alta pode afetar principalmente o coração, cérebro, rins e olhos. Assim, ela acaba se tornando o gatilho certo para uma série de males, e não só aqueles que envolvem o sistema circulatório.

 

O que é a pressão alta?

A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Ela acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9).

A pressão alta faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo.  A pressão alta é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral, enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca.

Quais são os fatores que causam a pressão alta?

Essa doença é herdada dos pais em 90% dos casos. Mas, há vários fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial, entre eles:

  • Fumo;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Obesidade;
  • Estresse;
  • Elevado consumo de sal;
  • Níveis altos de colesterol;
  • Falta de atividade física.

Além dos fatores de risco controláveis, também existem fatores que não podem ser controlados, veja quais:

  • Idade e sexo : mulheres a partir de 60 anos e homens até 50 anos são mais afetados;
  • Etnia: a doença é mais comum em negros;
  • Histórico familiar: cerca de 90% dos casos são herdados dos pais.

Por que é importante aferir a pressão regularmente na farmácia?

A pressão fica alta quando o sangue encontra mais dificuldade para passar pelas artérias, o que normalmente acontece devido ao acúmulo de placas de gordura em seu interior. No entanto, em alguns casos do dia a dia, você pode acabar contribuindo para que ela se eleve, assim como:

  • Ao receber uma má notícia;
  • Ao ficar muito emocionado;
  • Após uma grande refeição;
  • Durante um esforço físico muito intenso.

Por isso, pessoas que já têm pressão alta de forma frequente podem ter picos de pressão, aparentemente sem motivo. Assim, é de suma importância aferir a pressão regularmente na farmácia, por exemplo, além de manter hábitos saudáveis, como alimentação pobre em sal e em gordura, e a prática regular de exercícios físicos leves ou moderados.

Quais os sintomas?

A hipertensão é uma doença silenciosa. Se os sintomas abaixo surgirem, provavelmente ela já estará em fase mais avançada. O ideal, portanto, é detectá-la com exames.

  • Dor de cabeça;
  • Falta de ar;
  • Visão borrada;
  • Zumbido no ouvido;
  • Tontura;
  • Dores no peito;
  • Sangramento nasal;
  • Fadiga;
  • Sonolência;
  • Vômitos.

Como saber se eu tenho pressão alta?

Mas, então, como é possível identificar se uma pessoa possui hipertensão? A resposta é bem simples: através da medição regular da pressão arterial.

Níveis normais: Abaixo de 120 por 80.

Pressão elevada: De 120 a 129 por 80.

Hipertensão: Acima de 130 por 80.

Vale ressaltar que em todas as consultas médicas, de qualquer especialidade, o médico deve medir a pressão do paciente. Para o diagnóstico de hipertensão arterial é preciso que as medidas altas se repitam, pelo menos, três vezes.

O que fazer para controlar a pressão alta?

Para controlar a pressão alta, evitando suas complicações, o hipertenso deve consultar um cardiologista para ter uma melhor percepção de como a pressão se comporta e poder indicar o tratamento mais adequado.

No entanto, outras atitudes igualmente importantes e que devem ser adotadas para ajudar a controlar melhor a pressão são:

  • Emagrecer, mantendo o peso ideal;
  • Fazer uma dieta com pouco sal;
  • Praticar exercícios físicos;
  • Deixar de fumar, se for o caso;
  • Evitar ambientes estressantes;
  • Tomar sempre o medicamento que o médico indicar.

Como medir a pressão em casa corretamente?

Para que a MRPA seja eficiente, requer o seguinte passo a passo:

  • Esteja em repouso por cinco minutos;
  • Fique na posição sentada;
  • Esteja de bexiga vazia;
  • Prefira momentos em que você ou a pessoa que está medindo a pressão esteja sem dor ou ansiedade extrema;
  • Posicione o braço na altura do coração, apoiado em alguma superfície;
  • Coloque o aparelho medidor nem muito apertado e nem muito solto, permitindo a entrada de um dedo;
  • Evite falar durante a medição;
  • Meça duas vezes, com 5 minutos de intervalo, para ter certeza da medida.

Pressão alta tem cura?

A hipertensão arterial primária não tem cura, mas tem um excelente controle através de tratamento medicamentoso e mudanças no estilo de vida. Alguns casos de hipertensão arterial são secundários a uma outra doença ou a algum fármaco ou droga, e esses casos podem ser curados.

Pressão alta na gravidez

A hipertensão na gravidez atinge de 5% a 10% das gestantes. Assim, ela é a principal causa de morte materna no Brasil e divide-se em dois níveis de gravidade:

  • Pré-eclampsia: geralmente, acontece a partir da 20ª semana de gestação. Pode causar dor de cabeça, tontura, inchaço nas mãos e no rosto;
  • Eclampsia: é a forma mais grave da doença e pode provocar convulsões, hemorragias, perda da função renal, derrame e até a morte de gestante.

Existem alguns fatores de risco para pressão alta na gravidez:

  • Gravidez na adolescência;
  • Pressão alta crônica;
  • Pré-eclampsia em gravidez anterior;
  • Diabetes;
  • Doença renal;
  • Trombose;
  • Lúpus;
  • Esclerodermia.

Normalmente, exames de sangue ajudam no diagnóstico da pressão alta na gravidez. O tratamento é feito com medicamentos e a gestante pode ser internada para fazer um acompanhamento melhor e preservar o bebê.

Em alguns casos, há chances de a gravidez ser interrompida. Mas, o médico precisa avaliar todo o contexto, como o risco de morte ou de sequela grave para mãe e bebê.

Recomendações médicas

Uma considerável parcela de hipertensos consegue dominar a doença apenas com ajustes no cardápio, exercícios físicos e controle do estresse. Para tomar a decisão de não entrar imediatamente com medicamentos, o médico se baseia em bons resultados gerais de exames como glicemia e colesterol e se os rins estão funcionando direito.

A ausência de outros problemas cardiovasculares também é considerada. Pesa ainda o fato de a pessoa ser ou não fumante. As avaliações são periódicas. Em geral, depois de seis meses ele vai medir a pressão novamente. Se os valores caíram, é possível continuar nesse caminho, mas lembrando que a doença não foi eliminada e que, portanto, é preciso manter os cuidados.

Se mesmo depois das mudanças no estilo de vida a pressão continua subindo ou estabiliza apenas em um patamar elevadíssimo, o especialista prescreve remédio para controlar a situação.

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