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O que fazer durante uma crise de ansiedade? ūü§Ē

Por 12 de fevereiro de 2020 Nenhum coment√°rio

Todas as pessoas sentem ansiedade em alguns momentos da vida, isto é normal. Mas para algumas pessoas, este sentimento é mais frequente e intenso, afetando o dia-dia.

O QUE √Č ANSIEDADE?

A ansiedade √© uma rea√ß√£o normal. Ela √© um mecanismo do nosso c√©rebro que serve para nos alertar em situa√ß√Ķes adversas e desconhecidas, podendo ser ‚Äúativada‚ÄĚ diante de situa√ß√Ķes que podem provocar medo, d√ļvida ou expectativa.

Sendo assim, é normal ficarmos ansiosos horas antes de uma entrevista de emprego, quando está pra sair a lista dos aprovados num concurso, no dia do nascimento de um filho, um pouco antes de uma viagem ou de uma cirurgia delicada.

EM QUE MOMENTO A ANSIEDADE PASSA A SER PATOL√ďGICA?

O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), segundo o manual de classifica√ß√£o de doen√ßas mentais (DSM.IV), √© um dist√ļrbio caracterizado pela ‚Äúpreocupa√ß√£o excessiva ou expectativa apreensiva‚ÄĚ, persistente e de dif√≠cil controle.

Nesses casos, o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos geradores do transtorno, causa muito sofrimento e interfere na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional dos pacientes.

Por exemplo, quando voc√™ deixa de efetuar uma tarefa rotineira, falta a compromissos e quando a ang√ļstia que ela provoca come√ßa a refletir fisicamente em seu corpo.

O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice.

E n√£o s√≥ existe o transtorno de ansiedade generalizada. H√° outros dist√ļrbios de ansiedade, como:

  • Fobias;
  • Transtorno obsessivo compulsivo;
  • Ataque de p√Ęnico;
  • Transtornos de estresse p√≥s-traum√°tico;
  • Ansiedade generalizada.

Todos os dist√ļrbios de ansiedade s√£o provocados por desordens do sistema nervoso simp√°tico, que libera, na circula√ß√£o, quantidades inadequadamente altas dos horm√īnios envolvidos na rea√ß√£o de estresse.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

A ansiedade e seus transtornos podem causar sintomas tanto mentais quanto físicos, que atrapalham o dia a dia de diversas formas. Veja quais são os principais:

  • Tontura;
  • Tremores;
  • Sudorese;
  • Falta de ar;
  • Taquicardia;
  • Gagueira;
  • Ins√īnia;
  • Desmaios;
  • Constante tens√£o ou nervosismo;
  • Sensa√ß√£o de que algo ruim vai acontecer;
  • Problemas de concentra√ß√£o;
  • Medo constante;
  • Descontrole sobre os pensamentos, principalmente dificuldade em esquecer o objeto de tens√£o;
  • Preocupa√ß√£o exagerada em compara√ß√£o com a realidade;
  • Agita√ß√£o dos bra√ßos e pernas.

√Č POSS√ćVEL TER ATAQUES DE P√āNICO?¬†

Os ataques de p√Ęnico s√£o uma rea√ß√£o comum aos transtornos de ansiedade, principalmente na s√≠ndrome do p√Ęnico. Suas principais caracter√≠sticas s√£o:

  • Sensa√ß√£o de nervosismo e p√Ęnico incontrol√°veis
  • Sensa√ß√£o de morte
  • Aumento da respira√ß√£o
  • Aumento da frequ√™ncia card√≠aca
  • Tonturas e vertigens
  • Problemas gastrointestinais.

Em alguns casos, os sintomas físicos são tão intensos que podem ser confundidos com doenças como infarto e outros eventos cardiovasculares.

H√Ā RELA√á√ÉO ENTRE ANSIEDADE E DEPRESS√ÉO?

Muitas pessoas acreditam que ansiedade e depressão são quadros opostos como muita gente acredita, eles inclusive têm sintomas muito semelhantes, como:

  • Medos;
  • Ins√īnia;
  • Inseguran√ßa;
  • Dificuldades de concentra√ß√£o
  • Irritabilidade.

Grande parte das pessoas com transtornos de ansiedade evitam as situa√ß√Ķes que podem desencadear sintomas e, com isso, passam a viver de forma muito restrita. Assim como, n√£o sair de casa sozinho, n√£o participar de encontros e outros eventos sociais, ficar preocupado com tudo e acabar n√£o fazendo nada, e por a√≠ vai. Quanto mais a ansiedade abala a vida de uma pessoa, maior a chance de ela ficar deprimida.

Por fim, tanto a ansiedade quanto à depressão costumam estar ligadas a disfunção de neurotransmissores chamado monoaminas, que englobam a serotonina.

QUAIS SÃO AS CAUSAS?

Não se sabe ao certo por que algumas pessoas são mais propensas à ansiedade descontrolada do que outras. Alguns dos fatores que podem estar envolvidos nisso são:

  • Gen√©tica, ou seja, hist√≥rico familiar de transtornos de ansiedade;
  • Ambiente, por exemplo passar por algum evento traum√°tico ou estressante;
  • Mentalidade ou modelo de pensamento, ou seja, a forma como a pessoa estrutura seus pensamentos ou linhas de racioc√≠nio e, consequentemente, encara as situa√ß√Ķes do dia a dia;
  • Doen√ßas f√≠sicas.

COMO CONTROLAR A ANSIEDADE?

Aprendemos a controlar a ansiedade quando descobrimos seus gatilhos. Uma das melhores ferramentas atuais para lidar com os momentos ansiosos é a psicoterapia.

√Č poss√≠vel identificar gatilhos por conta pr√≥pria ou com o terapeuta. √Äs vezes, podem os caminhos s√£o √≥bvios, como o consumo excessivo de cafe√≠na, √°lcool ou cigarro. Outras vezes, eles podem ser menos √≥bvios.

Problemas de longo prazo, como dificuldades financeiras ou relacionadas ao trabalho, podem levar algum tempo até descobrirmos. Podemos ser impactados por uma data de vencimento, uma pessoa ou a situação e não percebermos. Isso pode exigir algum apoio extra, através de terapia ou com amigos e mentores.

Quando você descobrir seu gatilho, tente limitar sua exposição, se puder. Se você não consegue ou não pode reduzir o contato, por exemplo, um ambiente de trabalho estressante que não pode ser alterado no momento, o uso de outras técnicas de enfrentamento pode ajudar.

QUAL O DIAGN√ďSTICO?

Como dissemos, ansiedade é algo normal e inerente ao ser humano, entretanto, quando ela passa a ser patológica e começa a dar sinais excessivos, é preciso procurar ajuda psicológica e psiquiátrica.

O diagnóstico leva em conta a história de vida do paciente, a avaliação clínica criteriosa e, quando necessário, a realização de alguns exames complementares.

Após uma avaliação e estudo do caso, o médico define qual método de tratamento é o mais indicado para cada caso. Os tratamentos dividem-se em três tipos:

  • Acompanhamento terap√™utico, com um psic√≥logo ou terapeuta;
  • Uso de medicamentos receitados e controlados;
  • A combina√ß√£o dos dois fatores acima: medicamento e terapia.

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