Saúde

Queimação no estômago? Pode ser gastrite!

Por 6 de fevereiro de 2020 Nenhum comentário

Sensação de queimação no estômago, azia e inchaço na região abdominal? A gastrite é um problema muito comum em boa parte da população brasileira, é necessário ficar atento aos cuidados!

O QUE É GASTRITE? 

A gastrite é uma inflamação que reveste as paredes internas do estômago. Essa alteração pode  ser provocada por diferentes fatores. A doença pode ser aguda (surge de repente) ou crônica, quando o processo inflamatório se instala aos poucos e leva muito tempo para ser controlado.

Gastrite pode acometer toda a mucosa estomacal, ou parte dela. Pode provocar inflamação intensa, sem destruir o revestimento do estômago, ou resultar numa inflamação leve, mas acompanhada de lesão na parede do órgão e perda da mucosa estomacal. Denominada gastrite erosiva, esse tipo pode provocar a formação de úlceras e sangramentos.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

Alguns pacientes não apresentam sintomas. Outros, relatam as seguintes queixas:

  • Dor na região superior do abdome;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Perda de apetite;
  • Sensação de “cheio” após a alimentação (empachamento);
  • Queimação.

Além disso, quando há sangramento da parede do estômago, o paciente pode expelir fezes escuras ou perceber a presença de sangue no vômito.

QUAIS SÃO OS TIPOS DE GASTRITE?

A classificação dos tipos de gastrite é baseada na duração dos sintomas, em sua causa e em qual região do estômago se concentra a inflamação ou infecção. Os principais tipos de gastrite são:

GASTRITE AGUDA

Causada pela presença da bactéria Helicobacter Pylori. A gastrite aguda tem sintomas que aparecem repentinamente, entre eles dor no estômago, náuseas e vômitos.
Se não tratada corretamente, com antiácidos e antibióticos, ela pode evoluir para a gastrite crônica. A adoção de hábitos alimentares saudáveis e a prática de exercícios físicos pode auxiliar no controle da doença.

GASTRITE CRÔNICA

Quando a gastrite se manifesta por tempo prolongado no organismo, a inflamação tende a aumentar e comprometer uma porção cada vez maior do revestimento do estômago. Ela pode ser classificada por sua fase de evolução (superficial, moderada e final) ou pela região afetada (na parte final ou no corpo do estômago).

A gastrite crônica pode evoluir para câncer se o tratamento não for seguido à risca.

GASTRITE ENANTEMATOSA

Ainda que os sintomas sejam semelhantes aos das outras variações da doença, a inflamação, nesse tipo de gastrite, atinge uma camada profunda do revestimento do estômago. A doença pode ser causada por bactérias, pelo uso excessivo de medicamentos ou associada ao alcoolismo ou a doenças autoimunes.
O tratamento envolve uma dieta com restrição de gorduras, cafeína e açúcar.

GASTRITE EOSINOFÍLICA 

O aumento de células imunes no estômago, comum em pessoas com histórico de alergias, também provoca os sintomas característicos da gastrite, em especial azia, náuseas e vômitos frequentes. O tratamento, normalmente, é feito com o uso de corticoides.

GASTRITE NERVOSA 

Muitas vezes, os sintomas de azia, a sensação de empachamento e vômitos podem surgir em situações de estresse e ansiedade. Nesse caso, o tratamento da gastrite nervosa envolve, além de antiácidos, a adoção de medidas para o controle do estresse, como prática de atividades físicas e uso de calmantes naturais.

QUAIS SÃO AS CAUSAS?

Gastrite pode ter diferentes causas. Entre elas, é importante destacar:

  • Gastrite Autoimune: quando o sistema imune produz anticorpos que agridem e destroem as células gástricas do próprio organismo.
  • Uso prolongado do ácido acetilsalicílico e de anti-inflamatórios.
  • Consumo de bebidas alcoólicas.
  • Tabagismo.
  • Estresse.

COMO PREVENIR? ALIMENTAÇÃO!

Diminua o consumo de alimentos que aumentam a acidez do estômago, como comidas picantes, álcool e café, é o caminho indicado para atenuar o ataque às paredes do estômago. Alimentos mais gordurosos, que exigem mais quantidade de ácido para serem digeridos, também entram na lista dos desencadeadores da gastrite. Cuidado também com o leite puro, que estimula a secreção de suco gástrico.

Só tenha em mente que, dependendo da severidade, do tempo sem crise e de questões individuais, é possível ingerir esses alimentos com moderação. Discuta isso com um profissional de saúde.

Ficar muito tempo em jejum é outro perigo. Sem alimentos na barriga, o ácido gástrico se acumula e começa a lesionar o estômago. Vale, portanto, fracionar as refeições. E comer devagar. A mastigação, como primeira fase da digestão, poupa os esforços do estômago.

Além disso, quem fuma tem mais este motivo para tentar abandonar o cigarro. O vício aumenta a produção de ácido no estômago e, dessa forma, favorece a queimação.

Por fim, fuja da automedicação: o uso de anti-inflamatórios sem receita e sem as devidas orientações do médico também contribui para o aparecimento das crises estomacais.

QUAIS SÃO AS RECOMENDAÇÕES?

Sentir dores no estômago uma vez ou outra não significa que a pessoa tem gastrite. Agora, se os sintomas se arrastam por duas semanas, é melhor consultar um gastroenterologista.

O médico irá solicitar a realização de uma endoscopia. Nesse exame, feito com o paciente sob efeito de sedativo, uma microcâmera desce pela boca até o estômago, e as imagens registradas mostram se há inflamação na mucosa do órgão.

Ao longo do tratamento, é preciso ficar longe de determinados alimentos. Até que a regeneração do estômago seja completa. Deve-se evitar refrigerantes, águas gasosas e sucos cítricos. Chocolates, balas e doces também ficam de fora do cardápio. O açúcar fermenta na barriga e, para piorar, estimula a liberação de ácido clorídrico.

Uma vez que a causa da gastrite sai de cena, seja ela qual for, a pessoa fica curada em no máximo três semanas. Esse é o prazo necessário para o estômago recuperar suas rugosidades naturais, destruídas pela agressão.

HOMENS E MULHERES SÃO VÍTIMAS NA MESMA MEDIDA?

Não existem evidências que apontem para a diferença de acometimento entre homens e mulheres.

 

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