O aleitamento materno é o primeiro alimento do bebê e o mais completo, atendendo a todas as suas necessidades nutricionais e biológicas. Por isso, os órgãos de saúde recomendam fortemente que o bebê seja amamentado na primeira hora de vida, para receber da mãe os anticorpos que vão protegê-lo de bactérias, vírus e outros agentes infecciosos. No entanto, muitas mulheres não nascem sabendo amamentar, sendo comum as dúvidas e problemas durante esta fase.

A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde recomendam que a amamentação seja exclusiva até a criança completar seis meses de vida, sem a necessidade de oferecer nenhum outro alimento, nem mesmo água. Após esse período, mesmo com a introdução alimentar, é bom que ela seja mantida até que o pequeno complete dois anos ou mais.

O que deve-se saber sobre a amamentação?

Quando o bebê recebe a amamentação na primeira hora da vida, ele está ingerindo anticorpos vindos da mãe que o protegerá de bactérias, vírus e outros agentes infecciosos. De acordo com a OMS e com o Ministério da Saúde, é recomendado que a amamentação seja exclusiva até o bebê completar 6 meses de vida.

O leite materno varia de mulher para mulher, de acordo com a necessidade da criança. Estudos indicam que até o sexo do bebê influência do leite materno. Quanto mais nutrida estiver a mãe, mais calórico será o leite. O que evidencia a importância das mamães se manterem bem nutridas e cuidadas.

É normal que as mamães, principalmente as de primeira viagem, achem que não estão produzindo a quantidade necessária de leite. Porém, o organismo da mulher vai fazer o equilíbrio da composição necessária e o volume também será adequado à demanda. Ou seja, quanto mais o bebê amamentar, maior será a produção do leite.

Leite de transição: Este leite é produzido entre o 7° e o 21° dia de nascimento. Este é o leite mais rico em gorduras e carboidratos, para ajudar o bebê a ganhar peso, já que é normal o bebê perder um pouco do peso assim que nasce. Esse leite também é produzido em maior quantidade que o colostro, atendendo ao aumento da demanda do bebê, que agora já pode mamar uma quantidade maior ao dia.

Leite maduro: É um leite mais estável que equilibra os nutrientes a serem oferecidos ao bebê. De acordo com a amamentação o leite vai mudando, por exemplo, na época do nascimento dos dentes, o leite fica com maior concentração de cálcio.

O que é o colostro?

É um líquido amarelo e espesso, produzido logo após o parto. Essa produção dura, mais ou menos, 3 dias. Esse ‘primeiro leite’ é rico em proteínas e anticorpos materno que irão iniciar a proteção do bebê contra os agentes externos. Ele também protege os intestinos do bebê, revestindo e vedando o mesmo para que não seja desenvolvida nenhuma doença como a enterocolite necrosante.

É importante saber que…

Na amamentação pós-parto, ao sugar a mama, o bebê estimula a produção do leite materno. A retirada do leite também estimula a produção, pois o corpo entende que há um esvaziamento da mama. Lembrando que, a amamentação em livre demanda, também é considerada uma forma de aumentar a produção de leite.

Recomenda-se beber de 3 a 4 litros de líquido no período da amamentação. Sendo água, chás ou sucos. Tomar um copo de água antes e outro depois da mamada ajuda na produção do leite e evita que a mamãe fique com sede enquanto alimenta o bebê.

Como saber se o bebê está com fome?

Para a mãe perceber que o bebê está com fome deve estar atenta a alguns sinais, como:

  • O bebê procura abocanhar qualquer objeto que toque na região da boca. Por isso se a mãe colocar o dedo perto da boca do bebê ele deverá virar seu rosto e tentar colocar o dedo na boca sempre que estiver com fome;
  • O bebê procura o mamilo;
  • O bebê chupa os dedos e fica com a mão na boca;
  • O bebê está inquieto ou chora e seu choro é forte e alto.

Apesar destes sinais, há bebês que são tão calmos que esperam ser alimentados. Por isso, é importante não deixar o bebê sem comer mais do que 3-4 horas, colocando-o no peito mesmo que ele não apresente estes sinais. A amamentação deve ser feita dentro deste intervalo durante o dia, mas se o bebê estiver ganhando peso adequado, não será preciso acordá-lo a cada 3 horas para mamar durante a noite. Neste caso, a mãe pode dar de mamar somente 1 vez durante a madrugada até o bebê completar 7 meses.

Antes de amamentar…

Antes de amamentar, você deve testar o bico do seio e a aréola, eles devem estar macios e flexíveis para evitar rachaduras e facilitar a pega. Segure toda a aréola com os dedos e faça movimentos para todos os lados.

Se a aréola estiver macia e acomodada na boca do bebê, ele vai mamar corretamente, ficar satisfeito e não rachar os bicos. Se o bico e a aréola estiverem endurecidos, você deve fazer a ordenha com as mãos, retirando o leite.  O leite retirado com as mãos pode ser colocado em copos limpos e oferecido ao bebê, no copo ou em colherzinhas, nunca na mamadeira.

É importante lavar as mãos antes de amamentar. Não é preciso lavar o peito, nem antes nem após as mamadas, porque retira a proteção natural e propicia rachaduras.

Adote uma posição confortável e verifique-se de que o bebê mamou o suficiente

O ambiente deve estar calmo, de preferência sem ruídos, e a mãe deve manter as costas retas e apoiá-las bem para evitar dores nas costas e no pescoço. Qualquer que seja a posição, o bebê deve estar com o corpo virado para a mãe e com a boca e o nariz  na mesma altura da mama.

Após estar numa posição confortável a mãe deve posicionar o bebê para mamar e deverá primeiro ter muito cuidado ao posicionar o bebê. Primeiramente, a mulher deve encostar o mamilo no lábio superior ou no nariz do bebê, fazendo com que ele abra bem a boca. Em seguida, deve mover o bebê para que ele abocanhe a mama quando estiver com a boca bem aberta.

Nos primeiros dias após o parto, deve-se oferecer as 2 mamas ao bebê, ficando cerca de 10 a 15 minutos em cada para uma para estimular a produção de leite. Após a descida do leite, por volta do 3º dia após o nascimento deve-se deixar o bebê mamar até o peito esvaziar e só depois oferecer a outra mama.

Para perceber que o bebê está conseguindo mamar corretamente, a mãe deve observar que:

  • O queixo do bebê toca na mama e que o nariz do bebê está mais livre para respirar;
  • A barriga do bebê toca na barriga da mãe;
  • A boca do bebê está bem aberta e o lábio inferior deve estar virado para fora, como o dos peixinhos;
  • O bebê abocanha parte ou a totalidade da aréola da mama e não somente o bico do peito;
  • O bebê está calmo e pode-se ouvir o barulho dele engolindo o leite.

O modo como o bebe pega a mama durante a amamentação influencia diretamente na quantidade de leite que o bebe ingere e, consequentemente, promove seu ganho de peso, além de também influenciar no aparecimento de fissuras nos mamilos da mãe, o que provoca dor e entupimento do ducto, resultando em muito desconforto durante as mamadas. As fissuras nos mamilos é um dos principais fatores do abandono da amamentação.

Para identificar se o bebê mamou o suficiente, verifique se o peito que o bebê mamou está mais vazio, ficando ligeiramente mais mole do que antes dele começar a mamar e poderá pressionar perto do bico do peito para verificar se ainda sai leite. Se o leite não sair em grande quantidade, restando apenas pequenas gotas, isso indica que o bebê mamou bem e conseguiu esvaziar a mama.

Outros sinais que podem indicar que o bebê está satisfeito e com a barriguinha cheia são a sucção mais lenta no final da mamada, quando o bebê larga espontaneamente a mama e quando o bebê fica mais relaxado ou dorme no peito. No entanto, o fato do bebê adormecer nem sempre significa que ele mamou o suficiente, pois há bebês que ficam sonolentos durante a mamada. Por isso, é importante a mãe verificar se o bebê esvaziou ou não a mama.

Quais são os benefícios da amamentação para o bebê?

O leite materno é fonte de energia, vitaminas e minerais. Além disso, fortalece a imunidade, reduz as chances de obesidade, diminui o risco de alergias, ajuda no desenvolvimento cognitivo do bebê e combate a anemia.

Existem muitos benefícios também para a mamãe, como a redução do risco da depressão pós-parto, diminuição do risco do desenvolvimento do câncer de mama e ovário, ajuda na perda de peso e no ganho na gestação, estimula o vínculo afetivo com o bebê e combate à anemia pós-parto.

Existe horário certo para amamentar?

Quanto aos horários da amamentação, o ideal é que a ela seja feita em livre demanda, isto é, sempre que o bebê quiser. Inicialmente o bebê poderá ter a necessidade de mamar a cada 1h 30 ou 2h durante o dia e a cada 3 a 4 horas à noite. Aos poucos sua capacidade gástrica irá aumentando e já será possível comportar uma quantidade maior de leite, aumentando o espaço de tempo entre as mamadas.

Existe um consenso geral de que o bebê não deve passar mais de 3 horas sem mamar, mesmo durante a noite, até os 6 meses de vida. Recomenda-se que se ele estiver dormindo a mãe acorde-o para mamar e se certifique que realmente mamou, pois alguns dormem durante a amamentação.

A partir dos 6 meses de vida o bebê já poderá comer outros alimentos e poderá dormir a noite toda. Mas cada bebê têm seu próprio ritmo de crescimento e cabe a mãe a decisão de dar de mamar de madrugada ou não.

Silicone interfere na amamentação?

Os implantes de silicone não interferem na amamentação, pois a cirurgia não corta a inervação e não alteram as glândulas mamárias nem o mamilo.

É possível evitar o empedramento do leite?

Quando o bebê não está conseguindo sugar ou quando ele consome menos leite do que é produzido, o leite acumula nas mamas e endurece. O problema ocorre principalmente nos primeiros dias, fase em que muitas vezes a mãe produz mais leite que o necessário.

Quando você perceber que o seu peito está muito cheio (ele fica bastante dolorido e com um aspecto duro), faça massagens em movimentos circulares e, em seguida, realize a ordenha para armazenar ou doar o leite para bancos de leite humano. Esse processo é importante porque o peito endurecido pode dificultar a pega do bebê e prejudicar a mamada.

É normal ter feridas e rachaduras nos seios?

Não.  Lembre que não é normal a mulher sentir dor durante a amamentação, nem mesmo no início. As fissuras e rachaduras estão entre as principais causas de desistência de amamentar. Os problemas podem surgir quando o bebê não está conseguindo pegar o peito da maneira correta, ou seja, quando não consegue abocanhar muito bem a aréola.

É importante ressaltar que, um seio pode produzir mais leite do que o outro, pois em grande parte das mulheres, a saída do leite é maior em um dos peitos e o bebê é esperto: ele dá preferência para aquele em que o fluxo é maior. Então é essencial sempre oferecer as duas mamas. Comece por aquela que tem menos leite, dê uma insistida, para só depois dar a que está mais cheia.

Quando parar de amamentar?

Saber quando parar a amamentação é uma dúvida comum de praticamente todas as mães. A Organização Mundial da Saúde recomenda que a amamentação seja exclusiva até os 6 meses do bebê e que se prolongue pelo menos até os 2 anos de idade. A mãe pode parar a amamentação a partir desta data ou esperar que o bebê decida não querer mamar mais.

A partir dos 6 meses o leite já não fornece a quantidade de energia suficiente de que o bebê precisa para desenvolver-se e é nesta fase que há a introdução dos novos alimentos. Por volta dos 2 anos de idade além do bebê já comer praticamente tudo o que um adulto come, ele também já será capaz de encontrar conforto em outras situações que não seja o seio da mãe, que para ele inicialmente representa um porto seguro.

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