Saúde

Pílula do dia seguinte: Modo de uso e efeitos colaterais

Por 12 de junho de 2019 Nenhum comentário

Mulheres de todo o mundo desejam evitar a gravidez e procuram o método ideal para praticar seu planejamento familiar. Os métodos contraceptivos são bastante diversificados e devem estar adequados às necessidades específicas de cada mulher, sendo indispensável prescrição médica para definição do tipo mais eficiente.

Neste artigo, vamos dar destaque a pílula do dia seguinte e mostrar um pouco dos principais questionamentos que norteiam seu uso. O método surgiu no Brasil em 1999, com o objetivo impedir a gravidez indesejada, mas apenas em casos específicos, como o rompimento do preservativo na hora da relação, se a mulher esqueceu de tomar o anticoncepcional, ou ainda, em casos de violência sexual.

 

Para que serve a pílula do dia seguinte?

A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo emergencial, usado apenas quando o método contraceptivo habitual falha ou é esquecido. Por isso, é de suma importância se prevenir anteriormente e/ou durante a relação sexual para evitar a gravidez.

A pílula é composta por um hormônio presente nos anticoncepcionais de rotina, mas em doses bem mais elevadas, que agem evitando que o óvulo seja liberado e retardando a fertilização. Caso a ovulação já tenha ocorrido, ela atua descamando o endométrio, ou seja, causando sangramento e fazendo com que o embrião não implante.

Como funciona?

A pílula atua inibindo ou adiando a ovulação, dificultando a entrada do espermatozoide no útero e possivelmente na maturação do oócito. Além disso, pode alterar os níveis hormonais após ovulação, mas é possível que atue também de outras formas.

A anticoncepção oral emergência não tem nenhum efeito após a implantação ter se completado, não interrompendo uma gravidez em andamento, e por isso a pílula do dia seguinte não causa aborto.

Quando devo tomar a pílula do dia seguinte?

Tomar a pílula do dia seguinte não deve ser um hábito. Ela deve ser um plano B, um caminho de emergência para quando as coisas não vão como planejado. Usá-la como contraceptivo todas as vezes é perigoso. Ela pode ser usada nos seguintes casos:

  • Sexo sem preservativo;
  • O preservativo se rompe ou escorrega;
  • Quando se esquece a pílula anticoncepcional regular, especialmente se o esquecimento aconteceu mais de uma vez na mesma cartela;
  • Expulsão do DIU;
  • Deslocamento ou retirada do diafragma;
  • Violência sexual.

Qualquer situação em que o sexo não é acompanhado de um método contraceptivo, ou esse método falha, é indicado para o uso da pílula. Contudo, é necessário tomar cuidado, pois o uso repetido é prejudicial à saúde.

Como tomar?

Para que a gravidez possa ser evitada, a pílula do dia seguinte deve ser tomada o mais rápido possível, ou até em 72 horas, após o contato íntimo desprotegido ou falha do método contraceptivo usado regularmente. Lembrando que, a eficácia é maior nas primeiras 12 a 24 horas.

Esta pílula pode ser tomada em qualquer dia do ciclo menstrual, e pode ser ser tomada com água ou alimentos. Cada caixa contém apenas 1 ou 2 comprimidos para tomar somente uma vez.

Quais as chances de engravidar?

O risco de insucesso da pílula do dia seguinte, gira em torno de 5%, quando usada corretamente. Assim, se 100 mulheres tomarem a pílula nas primeiras 24 horas após a relação sexual desprotegida, cinco dessas mulheres ainda vão engravidar.

A taxa de insucesso é mais alta que outros métodos porque a pílula do dia seguinte não é um método contraceptivo para ser usado de maneira recorrente, mas em caso de emergência. O corpo não está preparado para ela.

A ação do levonorgestrel, que é caracterizado por um tipo de progesterona, pode inibir ou retardar a ovulação. Assim, ele é capaz de dificultar a passagem do óvulo, além de provocar alterações no endométrio, bloqueando a implantação do óvulo. Se a pílula for ingerida depois da formação do feto, ela pode causar hemorragia e aborto, causando fatores de risco para a vida da mulher.

Existem efeitos colaterais após tomar a pílula do dia seguinte?

Após o uso da pílula, a mulher pode sentir alguns efeitos desagradáveis, assim como:

  • Dor de cabeça;
  • Náuseas e vômitos;
  • Cansaço excessivo;
  • Dor nas mamas;
  • Dor abdominal;
  • Diarreia;
  • Pequeno sangramento vaginal;
  • Antecipação ou atraso da menstruação.

Estes sintomas estão relacionados aos efeitos colaterais do medicamento e é normal que a menstruação fique desregulada por algum tempo.

Após tomar a pílula do dia seguinte, a menstruação permanece normal?

A pílula do dia seguinte pode atrasar ou adiantar a menstruação devido ao desequilíbrio hormonal que ela provoca. Assim, após o uso da medicação, o organismo precisa se readaptar e reajustar o ciclo menstrual. Isso pode demorar algum tempo a depender de qual momento do ciclo menstrual você utilizou a pílula do dia seguinte.

Normalmente, depois de tomar a pílula do dia seguinte, a menstruação pode ocorrer na mesma semana ou cerca de uma semana depois da data prevista. Se a menstruação não ocorrer depois de 4 semanas da tomada da pílula, convém fazer um exame de gravidez.

Existem contraindicações?

Em princípio, seu uso é contraindicado para mulheres com:

  • Hipertensão descontrolada;
  • Problemas vasculares;
  • Doenças do sangue;
  • Obesidade mórbida.

Mulheres com alguma dessas condições que ingerirem a pílula correm mais risco dela não funcionar, ou então de sofrer complicações da doença. O uso nesses casos depende de avaliação individual.

Recomendações

O recomendável é usar métodos contraceptivos que não causem mal estar à saúde, como anticoncepcionais e a camisinha, que além de evitar uma gravidez indesejada, também previne de doenças sexualmente transmissíveis. Em caso de dúvidas, consulte o seu ginecologista.

 

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